Hidrovia levará benefícios do polo naval para o interior


Uma empresa que percebeu as oportunidades que a malha hidroviária oferece é a Iesa Óleo & Gás que está se instalando no município de Charqueadas. A companhia se integrará ao polo naval e produzirá módulos equipamentos para plataformas na cidade, de onde é possível chegar ao porto de Rio Grande pelo rio Jacuí.

Coester revela que outros grupos estão avaliando as vantagens de irem para a região. Existe ainda a probabilidade de que uma fabricante de motores marítimos de grande porte venha a atuar no Estado. O dirigente lembra que se trata de esquipamentos que podem pesar mais de 300 toneladas e que dificilmente conseguiriam ser transportados pelo modal rodoviário. “A hidrovia, mais uma vez, é o caminho”, defende.

De acordo com Coester, o foco do governo estadual no próximo ano estará na atração de fabricantes de equipamentos que são fornecedores dos estaleiros. “A meta é trazer essas empresas intermediárias porque o Rio Grande do Sul começa a se apresentar como um destino interessante”, enfatiza.

O diretor da Revista Conexão Marítima e ex-superintendente do porto de Rio Grande, Jayme Ramis, acredita que o tamanho do polo naval fará com que cidades próximas a Rio Grande também aproveitem as oportunidades econômicas geradas. Ele aponta que as maiores dificuldades concentram-se justamente na demanda que o polo naval exige, devido aos volumes de negócios que estão sendo feitos e nas contrapartidas que a região pode dar. “Há o problema da capacitação, não temos hoje mão de obra suficiente”, alerta Ramis.

O dirigente comenta que, normalmente, as funções dentro da construção naval exigem conhecimento técnico para atuação em áreas como soldagem, mecânica, entre outras. “É impossível essa região sozinha suprir essa demanda toda”, admite Ramis.

 

Fonte: Jornal do Comércio (28/12/2011)